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Voltei pro blogspot!
Estou no http://euqueriasermafalda.blogspot.com/
E dessa vez é pra ficar. Tb cansei do vai e vem… E qdo eu der minhas paradinhas básicas, é pra lá que eu volto.
Bjos!
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Sem assunto, sem inspiração, sem vontade.
Este blog sairá de férias por período indeterminado.
Um dia eu volto.
Abraço!
Pode parecer babaquice mas, às vezes, penso que todas as crianças deveriam nascer com uma plaquinha anotada a sua vocação profissional. E quando os pais fossem registrar o nascimento, junto da certidão deveria vir a carteira de trabalho assinada pelos futuros chefes. Assim que estas crianças completassem 18 anos, começariam a trabalhar até a aposentadoria, também previamente programada.
Talvez muito tempo perdido, frustrações e crises poderiam ser evitados.
Ninguém me disse que a vida adulta seria fácil, mas precisava ser tão difícil?

De um lado, um grupo que usa da fé das pessoas para arrecadar dinheiro, do outro, um grupo que usa do sensacionalismo para atrair os telespectadores desvirtuados (seriam uma espécie de “fiéis”?). A discussão toda não envolve religião e sim poder.
É interessante ver a concorrência se acirrando, geralmente quem ganha é o cliente e no caso das emissoras, os telespectadores (apesar de, para a televisão brasileira melhorar, ultimamente, só com um milagre Dele). Este embate seria divertidíssimo se não fosse o fato de milhões de pessoas terem se prejudicado com esta palhaçada toda e como sempre, acabará em nada. Aí o negócio de divertido passa pra chato, frustrante ou seria melhor dizer, repugnante?
Tem gente que anda dizendo que a Rede Globo está caindo em cima do assunto para abaixar a poeira do Caso Sarney, ou porque está se sentindo intimidada com o “crescimento” da audiência da TV Record e, por isso, está aproveitando o momento para queimar a imagem da emissora do bispo.
Os verdadeiros motivos da Globo não dá para saber, somente suposições, claro. No entanto, a verdade seja dita: formação de quadrilha e lavagem de dinheiro? Isso não é coisa de Deus, não!
E tenho dito.
*Imagem aqui.

“Passamos a vida inteira ouvindo os sábios conselhos dos outros. Tens que aprender a ser mais flexível, tens que aprender a ser menos dramática, tens que aprender a ser mais discreta, tens que aprender… praticamente tudo.
Mesmo as coisas que a gente já sabe fazer, é preciso aprender a fazê-las melhor, mais rápido, mais vezes. Vida é constante aprendizado. A gente lê, a gente conversa, a gente faz terapia, a gente se puxa pra tirar nota dez no quesito “sabe-tudo”. Pois é. E o que a gente faz com aquilo que a gente pensava que sabia?
As crianças têm facilidade para aprender porque estão com a cabeça virgem de informações, há muito espaço para ser preenchido, muitos dados a serem assimilados sem a necessidade de cruzá-los: tudo é bem-vindo na infância. Mas nós já temos arquivos demais no nosso winchester cerebral. Para aprender coisas novas, é preciso antes deletar arquivos antigos. E isso não se faz com o simples apertar de uma tecla. Antes de aprender, é preciso dominar a arte de desaprender. Desaprender a ser tão sensível, para conseguir vencer mais facilmente as barreiras que encontramos no caminho. Desaprender a ser tão exigente consigo mesmo, para poder se divertir com os próprios erros. Desaprender a ser tão coerente, pois a vida é incoerente por natureza e a gente precisa saber lidar com o inusitado. Desaprender a esperar que os outros leiam nosso pensamento: em vez de acreditar em telepatia, é melhor acreditar no poder da nossa voz. Desaprender a autocomiseração: enquanto perdemos tempo tendo pena da gente mesmo, os dias passam cheios de oportunidades.
A solução é voltar ao marco zero. Desaprender para aprender. Deletar para escrever em cima. Houve um tempo em que eu pensava que, para isso, seria preciso nascer de novo, mas hoje sei que dá pra renascer várias vezes nesta mesma vida. Basta desaprender o receio de mudar.”
(Martha Medeiros)
Autocomiseração? exigente consigo mesmo? Este texto foi escrito pra mim.
*Imagem aqui
… assistindo um filme e por cachorros.
Se tem uma coisa tremendamente díficil é eu chorar por causa de um filme. Já fiz os meus espetáculos, hoje não mais. Em outros tempos, quando eu era mais manteiga derretida, derrubei baldes de lágrimas na primeira vez que assisti Paixão de Cristo no cinema, na primeira vez que vi À espera de um milagre e finalmente, em Titanic. Com certeza é uma vergonha para eu contar aqui que chorei horrores vendo Titanic, mas levemos em consideração que: eu tinha quatorze anos e era bem bobinha apaixonada pelo Leonardo Di Caprio (outro fato vergonhoso, fazer o quê? fases da vida! – não conseguia me conformar com a morte do Jack no final).
Não sou um poço de insensibilidade. É claro que alguns filmes me secam a garganta e me angustiam, mas fazia tempo que não chorava como me desmanchei assistindo Marley e eu. Só depois de todo este tempo que lançou o filme é que eu consegui assistir, e ainda bem que sozinha, senão eu teria encharcado a pessoa que estivesse do meu lado e passado a maior vergonha. Exageros à parte, é verdade que chorei bastante e o filme é realmente muito bom.
A história me fez lembrar de uma cachorra que nós tivemos, a Bianca. Ela era da raça pastor-alemão, magrelona, pernas compridas, barulhenta, bagunceira, comia os jornais do meu pai, nossos sapatos, o pé da mesa, roubava comida da pia, do fogão e também morria de medo de trovão e rojões, da mesma forma que o cachorro do filme.
Chegou bem pequenininha, foi desmamada antes da hora. Eu tinha oito anos e minha irmã uns seis ou sete meses de vida, ou seja, cresceu com a gente. Temos muitas fotos dela junto de nós quando éramos pequenas, com meus pais, dela prenha, em vários momentos de nossas vidas, e de vez quando pego pra reve-las e dá um aperto no coração, uma saudade. Ela morreu velhinha, com câncer, no cantinho dela, com um pouco mais de 15 anos. Todo aquele processo que a família de Marley passou no filme, nós passamos também: vê-la com dificuldade pra correr, depois pra andar, perdendo a audição, o apetite, a vivacidade, a alegria…
Impossível não se emocionar com Marley e eu. Além de ser bom, para algumas pessoas é a lembrança de uma etapa que só quem amou/ama um cachorro e passou por isso, consegue entender.
* “Um cão não vê utilidade em carros elegantes, em casarões ou roupas de grife. Um graveto serve para ele. Um cão não se importa se você é rico ou pobre, talentoso ou sem-graça, inteligente ou burro. Dê à ele seu coração e terá o dele. De quantas pessoas você pode dizer isso? Quantas pessoas o fazem sentir-se único, puro e especial? Quantas pessoas o fazem sentir-se extraordinário?”
(reflexão de John (Owen Wilson) na última cena do filme)

Bianca, velhinha, um pouco antes de morrer (reparem no tumor nas costas dela que não podia ser retirado por causa da idade avançada)

Nick, filho da Bianca. Envenenado, morreu com 10 anos.
Por isso que não choro mais em filmes românticos. Os cães me emocionam mais que os humanos e nem preciso dizer porque.