Eu queria ser Mafalda


11/09/2009, 11:36
Arquivado em: Sem categoria

Voltei pro blogspot!

Estou no http://euqueriasermafalda.blogspot.com/

 

E dessa vez é pra ficar.  Tb cansei do vai e vem… E qdo eu der minhas paradinhas básicas, é pra lá que eu volto.

 

Bjos!

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20/08/2009, 2:08
Arquivado em: viu?

Sem assunto, sem inspiração, sem vontade.

Este blog sairá de férias por período indeterminado.

Um dia eu volto.

Abraço!

 

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“Devaneios tolos”
17/08/2009, 2:12
Arquivado em: Cada coisa, Reflexão

Pode parecer babaquice mas, às vezes, penso que todas as crianças deveriam nascer com uma plaquinha anotada a sua vocação profissional. E quando os pais fossem registrar o nascimento, junto  da  certidão  deveria vir a carteira  de  trabalho  assinada pelos futuros chefes. Assim que estas crianças completassem 18 anos,  começariam a trabalhar até  a  aposentadoria,  também  previamente  programada.

Talvez muito tempo perdido, frustrações e crises poderiam ser evitados.

Ninguém me disse que a vida adulta seria fácil, mas precisava ser tão difícil?



Globo x Record
13/08/2009, 2:01
Arquivado em: Cada coisa, Cotidiano

garfield

De um lado, um grupo que usa da fé das pessoas para arrecadar dinheiro, do outro, um grupo que usa do sensacionalismo para atrair os telespectadores desvirtuados (seriam uma espécie de “fiéis”?).  A discussão toda não envolve  religião e sim poder.

Uma guerra!

É interessante ver a concorrência se acirrando, geralmente quem ganha é o cliente e  no caso das emissoras, os telespectadores (apesar de, para a televisão brasileira  melhorar, ultimamente, só com um milagre Dele). Este embate seria divertidíssimo se  não fosse o fato de milhões de pessoas terem se prejudicado com esta palhaçada toda e como sempre, acabará em nada.  Aí o negócio de divertido passa pra chato, frustrante ou seria melhor dizer, repugnante?

Tem gente que anda dizendo que a Rede Globo está caindo em cima do assunto para abaixar a poeira do Caso Sarney, ou  porque  está se sentindo intimidada com o “crescimento” da audiência da TV Record e, por isso, está aproveitando o momento para queimar a imagem da emissora do bispo.

Os verdadeiros  motivos da Globo não dá para saber, somente suposições, claro. No entanto,  a verdade seja dita: formação de quadrilha e lavagem de dinheiro? Isso não é coisa de Deus, não!

 E tenho dito.

*Imagem aqui.



Aprendendo a desaprender
11/08/2009, 1:57
Arquivado em: Leitura, Reflexão, Sentimentos, Tirinhas

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“Passamos a vida inteira ouvindo os sábios conselhos dos outros. Tens que aprender a ser mais flexível, tens que aprender a ser menos dramática, tens que aprender a ser mais discreta, tens que aprender… praticamente tudo.

Mesmo as coisas que a gente já sabe fazer, é preciso aprender a fazê-las melhor, mais rápido, mais vezes. Vida é constante aprendizado. A gente lê, a gente conversa, a gente faz terapia, a gente se puxa pra tirar nota dez no quesito “sabe-tudo”. Pois é. E o que a gente faz com aquilo que a gente pensava que sabia?

As crianças têm facilidade para aprender porque estão com a cabeça virgem de informações, há muito espaço para ser preenchido, muitos dados a serem assimilados sem a necessidade de cruzá-los: tudo é bem-vindo na infância. Mas nós já temos arquivos demais no nosso winchester cerebral. Para aprender coisas novas, é preciso antes deletar arquivos antigos. E isso não se faz com o simples apertar de uma tecla. Antes de aprender, é preciso dominar a arte de desaprender. Desaprender a ser tão sensível, para conseguir vencer mais facilmente as barreiras que encontramos no caminho. Desaprender a ser tão exigente consigo mesmo, para poder se divertir com os próprios erros. Desaprender a ser tão coerente, pois a vida é incoerente por natureza e a gente precisa saber lidar com o inusitado. Desaprender a esperar que os outros leiam nosso pensamento: em vez de acreditar em telepatia, é melhor acreditar no poder da nossa voz. Desaprender a autocomiseração: enquanto perdemos tempo tendo pena da gente mesmo, os dias passam cheios de oportunidades.

A solução é voltar ao marco zero. Desaprender para aprender. Deletar para escrever em cima. Houve um tempo em que eu pensava que, para isso, seria preciso nascer de novo, mas hoje sei que dá pra renascer várias vezes nesta mesma vida. Basta desaprender o receio de mudar.”

(Martha Medeiros)

Autocomiseração? exigente consigo mesmo? Este texto foi escrito pra mim.

*Imagem aqui



Sobre chorar…
07/08/2009, 3:30
Arquivado em: Amor, Cinema

… assistindo um filme e por cachorros.

Se tem uma coisa tremendamente díficil é eu chorar por causa de um filme. Já fiz os meus espetáculos, hoje não mais. Em outros tempos, quando eu era mais manteiga derretida, derrubei baldes de lágrimas na  primeira vez que assisti Paixão de Cristo no cinema, na primeira vez que vi  À espera de um milagre  e finalmente, em Titanic. Com certeza é uma vergonha para  eu contar aqui que chorei horrores vendo Titanic, mas levemos em consideração que: eu tinha quatorze anos e era bem  bobinha apaixonada pelo Leonardo Di Caprio (outro fato vergonhoso, fazer o quê? fases da vida! – não conseguia me conformar com a morte do Jack no final).

Não sou um poço de insensibilidade. É claro que alguns filmes me secam a garganta e me angustiam, mas fazia tempo que não chorava como me desmanchei assistindo Marley e eu. Só depois de todo este tempo que lançou o filme é que eu consegui assistir, e  ainda bem que sozinha, senão eu teria encharcado a pessoa que estivesse do meu  lado e passado a maior vergonha. Exageros à parte, é verdade que chorei bastante e o filme é realmente muito bom.

A história me fez lembrar de uma cachorra que nós tivemos, a Bianca. Ela era da raça  pastor-alemão, magrelona, pernas compridas, barulhenta, bagunceira, comia os jornais do meu pai, nossos sapatos, o pé da mesa, roubava comida da pia, do fogão e também morria de medo de trovão e rojões, da mesma forma que o  cachorro do filme.

Chegou bem pequenininha, foi desmamada antes da hora. Eu tinha oito anos e minha irmã uns seis ou sete meses de vida, ou seja, cresceu com a gente. Temos muitas  fotos dela  junto de nós quando éramos pequenas, com meus pais, dela prenha, em vários momentos de nossas vidas, e de vez quando  pego pra reve-las e dá um aperto no coração, uma saudade. Ela morreu velhinha, com câncer, no cantinho dela, com um pouco mais de 15 anos. Todo aquele processo que  a  família de  Marley passou no filme, nós passamos também: vê-la com dificuldade pra correr, depois pra andar, perdendo a audição, o apetite,  a vivacidade, a alegria…

Impossível não  se emocionar  com Marley e eu. Além de ser bom, para algumas pessoas é a lembrança de uma etapa que só quem amou/ama um cachorro e passou por isso, consegue entender.

* “Um cão não vê utilidade em carros elegantes, em casarões ou roupas de grife. Um graveto serve para ele. Um cão não se importa se você é rico ou pobre, talentoso ou sem-graça, inteligente ou burro. Dê à ele seu coração e terá o dele. De quantas pessoas você pode dizer isso? Quantas pessoas o fazem sentir-se único, puro e especial? Quantas pessoas o fazem sentir-se extraordinário?”

(reflexão de John (Owen Wilson)  na última cena do filme)

Imagem 021

Bianca, velhinha, um pouco antes de morrer (reparem no tumor nas costas dela que não podia ser retirado por causa da idade avançada)

 

Cópia de Imagem 019

Nick, filho da Bianca. Envenenado, morreu com 10 anos.

Por isso que não choro mais em filmes românticos. Os cães me emocionam mais que os humanos e nem preciso dizer porque.